segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Pra que pagar pau?

Ah, Salvador.
Tenho lido cada coisa no twitter.
Diretor de criação de agência de Publicidade dando sermão em candidatos à vaga criativa, via twitter.
Analisam o portfólio da galera, o chamam e pedem explicação sobre as peças.
A arte não se explica, camarada!
Tá ali!
Se você entendeu, entendeu. Se não entendeu, já era. Não tá bom.
Imagine, você ver um VT da Havaianas, por exemplo, e logo em seguida alguém explicando.
Pra chamar o cara lá, no mínimo ele curtiu a pasta.
O cara, ao menos pode conversar como foi o processo criativo. Como ele chegou à aquele anúncio, etc.
Tem diretor que quer ver o candidato declarar amor à "futura agência."
Pagam mal pra cacete, a instabilidade brutal, apesar de que as boas agências têm o seu próprio time, onde o grupo pouco se modifica.
É que nem time de futebol.
Quando está ganhando, não se mexe.
Quando está perdendo, um abraço, como foi o caso de uma grande agência que demitiu em massa após a derrota de um partido político muito forte, que perdeu o poder na Bahia.
O recrutador tem que perceber o entusiasmo do cara com a PROFISSÃO.
Até porque, ele não é nenhum fodão, ao ponto de imaginar que o candidato vai achar FODA, trabalhar com ele.
A pessoa que sai de casa pra ir lá, já sabe como tá a profissão no seu estado, na sua cidade. Ele sabe a média salarial. Ninguém é bobo.
O bom profissional vai lá, fala o que tem que falar, sem puxar saco de ninguém, mostra o seu trabalho e pronto.
Se for louco, mostre que é assim de verdade.
Se for mais tranquilo, seja assim.
Nada de tentar ser quem não é, somente pra agradar.
A minha dica é essa, pra quem vai buscar um trampo.
Seja você mesmo.
Se você for contratado, a sua alegria vai ser sincera. Vai ser uma felicidade justa. Uma conquista por méritos da sua própria personalidade.
Caso você for forjar uma situação, e for aprovado, você vai ter que conviver com isso. Vai ter de ser outra pessoa, durante todo o tempo em que trabalhar lá. Vai deixar de ser você, no seu horário de trabalho, e quando chegar em determinado ponto, você não vai aguentar mais essa situação.

Bernardo Moscovits,
24/01/11

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